Dicas

Você tem fome de que?

Pela Psicológa: Marisa Richartz Felicio

Nossos hábitos alimentares são desenvolvidos desde que nascemos e, muitas vezes, desenvolvemos alguns comportamentos em relação à comida que não deve ser ignorado. Vamos refletir sobre algumas situações que podem acontecer com todos nós,
A fome sinaliza para nós a necessidade de ingerirmos alimentos, porém, algumas pessoas não desenvolveram a percepção das sensações corporais que correspondem à fome (sensação de vazio, ronco no estômago, dor de cabeça e fraqueza, por exemplo). Nesse caso, é difícil para a pessoa ficar atento às suas próprias necessidades biológicas por falta de conhecimento sobre seu próprio corpo a isso pode resultar em não saber a hora de parar de comer ou iniciar uma refeição sem a necessidade biológica para tal. Vale lembrar que os profissionais da nutrição têm dicas importantes sobre o tempo que devemos manter entre as refeições.

Ingerir alimentos gera em todos os seres humanos sensações agradáveis de prazer e a explicação para isso está na evolução da nossa espécie. Os indivíduos que sentiam sensações agradáveis ao comer, provavelmente alimentavam-se melhor e isso favorecia a sobrevivência deles e, por consequente a reprodução e a permanência dessa característica nos filhos. Não há problema nenhum em sentir prazer ao comer, porém, o excesso começa acontecer se você tem dificuldade em tolerar frustração. Permanecer em uma situação menos prazerosa na qual você precisa comer menos ou com algumas restrições é difícil para alguns.


Outro problema pode surgir se o comportamento de comer em excesso ocorre diante de situações desagradáveis que geram ansiedade, tristeza ou frustração, uma vez que alimentação vai desempenhar papel de produzir alívio. Torna-se importante, nesses casos, aprender a tolerar frustrações e descobrir coisas prazerosas e formas de resolver problemas que podem auxiliar no alívio de situações desagradáveis.

Comer sem sentir fome ou comer para produzir prazer ou alívio são comportamentos ser comuns compulsao-alimentare, até certo ponto, não são prejudiciais.
O problema ocorre se as situações acima fizerem parte de um quadro de compulsão alimentar, que se caracteriza por uma falta de controle alimentar que gera episódios frequentes de ingestão excessiva de alimentos em um período curto de tempo (duas horas, por exemplo), na qual a pessoa come uma quantidade exagerada de comida se comparada ao que a maioria das pessoas consumiria. Nesse caso, a ajuda dos profissionais de saúde é necessária.

É preciso investigar problemas médicos relacionados à compulsão alimentar, alterações hormonais e neuroquímicas que podem afetar o humor e o funcionamento do organismo e problemas comportamentais relacionados aos hábitos alimentares. Se isso ocorre com você, não hesite em contar com a ajuda de nutricionistas, nutrólogos, psicólogos e psiquiatras que podem ajudar a mudar os hábitos alimentares.

 

Espero que tenham gostado e até o próximo post  😘

 

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Psicológa – Marisa Richartz Felicio

Atendimento personalizado no consultório em Curitiba/PR. Orientações psicológicas online por meio do Skype. Saiba mais: contato@psicologamarisa.com.br
www.psicologamarisa.com.br
(CRP 08/15002)
Especialista em Terapia Comportamental
Mestre em Análise do Comportamento
(41) 9975-0117
(41) 3205-4964

 

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