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Poe no Rotulo

#poenorotulo  #poelogo  #segurancaalimentar
A campanha #poenorotulo foi criada em fevereiro deste ano, na internet, por um grupo de famílias de alérgicos. Espalhadas geograficamente, mas bem unidas em um único objetivo: abrir os olhos da população não-alérgica para a necessidade da rotulagem correta de alimentos alérgenos, como leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim, oleaginosas, entre outros. Querem comer com segurança, independentemente de que forma isso aconteça: projeto de lei, resolução da Anvisa ou iniciativa das indústrias. O problema é que, nos rótulos, há falta de clareza em relação à presença dos principais alérgenos alimentares.

A insistência na importância da rotulagem existe porque, nas indústrias, há uma prática comum de compartilhamento de maquinário para produção de vários produtos e alimentos – com informações incompletas nos rótulos. E o alérgico alimentar corre risco de morte dependendo do seu grau de sensibilidade, com risco de choque anafilático e fechamento de glote, entre outras reações graves. No Brasil, cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos possuem alergia alimentar e vivem reféns de rótulos com pouca ou nenhuma informação.

Além dos alérgicos mais severos citados acima, os mediados, existe um tipo de reação alérgica chamada de IgE não mediado, que manifesta reações tardias, podendo chegar a dias depois da ingestão do alimento. Apesar de não ser fatal, como no caso dos mediados, é igualmente preocupante, porque não é possível o diagnóstico através de exames de sangue. Os sintomas vão de vômitos tardios, sangue nas fezes, cólicas, intestino preso, baixo ganho de peso, entre muitos outros.

O dia-a-dia
A alergia não é bem entendida e aceita por muitos, que acham que: “isso é frescura”; “é exagero”; “um pouquinho só, ou só um dia, não fará mal”. Mas, para um alérgico, não importa se é uma migalha ou uma porção, o resultado pode ser catastrófico, levando inclusive, em vários casos, a morte, em decorrência de choque anafilático. Apesar da gravidade, diferentemente do que tem sido veiculado, não há a necessidade de que a pessoa com alergia seja alimentar ou outro tipo, fique reclusa e não conviva em sociedade.
Para Daniara Pessoa, especialista em Ciência da Alimentação e mãe de uma criança alérgica, “portadores de restrição alimentar, além de terem qualidade de vida melhor, teriam condições de obter a cura do problema muito mais rápido – a alergia alimentar, desde que feita uma dieta correta, possui grandes chances de regredir e a pessoa desensibilizar – com a regulamentação da rotulagem clara e precisa nos produtos.

 

Quais são os reais problemas destas famílias hoje?
Pela ausência de regras em relação à rotulagem de alérgenos, os consumidores enfrentam três dificuldades:
 1) decifrar os ingredientes no meio das letras minúsculas para buscar identificar se há algum alérgeno;
 2) conhecer as diversas nomenclaturas possíveis (caseina/caseinato = leite, por exemplo)
 3) não ter informações sobre risco de traços de alérgenos
 4) Resumindo… comer! E não estamos citando restaurantes, não. Há uma marca de arroz, por exemplo, que contém ovo. Como ficam os alérgicos a ovo? Muitos nem sabem disso e acham que estão “seguros” por comer em casa.

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