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Outubro Rosa


Olá queridos, hoje fechamos o mês de outubro, o mês da conscientização da prevenção ao câncer de mama. E como aqui no blog falamos de saúde, não poderia deixar de fazer um post dedicado a esta campanha tão importante. Por isto convidei minha amiga Gisele, uma pessoa ao qual eu admiro muito, linda e com uma alegria contagiante para comentar sobre sua experiência de vida e como venceu esta luta.

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Por Gisele Zanin

Era janeiro de 2014. Na semana seguinte, após coletar material para biópsia,eu estava viajando a trabalho. O médico já tinha me alertado “prepare-se para uma surpresa”. Que bom seria se todas as surpresas fossem boas, não é mesmo?
O meu celular tocou, era meu irmão. “Volta para Joinville. Sobre o resultado da biópsia, o seu caso é sério”. Eu voltei.

No dia seguinte, eu estava sentada no consultório, escutando o médico falar. “Então, Gisele, você tem câncer de mama”. Ele ficou me olhando bem sério, em silêncio. Meu corpo já vinha me avisando com as dores que eu sentia, naquele estranho espessamento da mama. E eu já tinha entendido o recado na semana anterior.
Ali, inspirei o ar bem fundo. E prendi a minha respiração. “- Sim, doutor, estou com câncer. Agora eu preciso saber o que vamos fazer com ele”.

E foi assim, desde aquele dia 30 de janeiro: eu passei a viver um dia de cada vez. Primeiro foram os exames.
Como as células neoplásicas já estavam presentes na axila, havia suspeita de o câncer ter se espalhado. Portanto, enquanto aguardávamos o resultado do exame que identifica a classificação molecular do câncer (que é imprescindível para definir qual o melhor tratamento a ser feito), eu fazia os exames de todo o corpo.

Com o resultado dos exames em mãos, iniciamos as sessões de quimioterapia no dia 20 de fevereiro. Meu tratamento se resumiria em 8 sessões de quimioterapia; 25 sessões de radioterapia; mastectomia radical bilateral, com esvaziamento axilar esquerdo, e reconstrução das mamas; e então a vida seguiria.
Eu sabia dos efeitos colaterais; teria restrição à alguns alimentos, náuseas, talvez insônia, constipação, calorzões [que mais tarde chamei de “quimiotenopausa” (risos)], poderia ficar inchada devido à utilização de corticoide, entre outros…

Desde então tive acompanhamento da nutricionista e psicóloga da clínica, que me ajudaram muito. E passei a pesquisar na internet alimentos que me auxiliariam amenizando alguns efeitos colaterais; bem como alimentos que me apoiariam no combate da doença. Fiquei impressionada com matérias que li a respeito das propriedades da graviola. Então, ela passou a ser parceira na luta, em forma de fruta, polpa e chá.

outubro-rosaNão posso deixar de comentar que em pouco tempo eu perderia meus cabelos. Isso é muito doloroso, principalmente para nós mulheres, porque mexe com a autoestima. E essa transição também foi muito difícil para mim. Mas assim como em outras fases do tratamento, busquei olhar o lado divertido da situação.
Poucos dias após da primeira sessão de quimioterapia, eu completaria meus 28 aninhos. Esta coisa de dizer que cada aniversário é um novo ciclo que se inicia na vida da gente nunca tinha sido tão verdade para mim. Seria um recomeço, igual a nascer de novo, e viver um dia de cada vez, bem intensamente… E eu tinha um nome um tanto quanto engraçado para a minha comemoração. As pessoas fazem “chá de panela”, ou “chá de lingerie” quando vão casar… “chá de bebê” quando tem um neném a caminho… por que não um “chá de careca” quando se está numa batalha contra o câncer? (risos). E chamamos de “Chá de Vida”. Foi ótimo, pura diversão, e as amigas usaram a imaginação para deixar a minha (em breve, futura) carequinha ainda mais linda!!!

Durante o tratamento tive dias bons, e outros nem tão bons assim. Em todos eles eu pude contar com o carinho, amor e cuidado da família; a força e o amor incondicional dos meus dois bichinhos de estimação dois cães, o José (em memória) e a Brahma; apoio e fé de todos os amigos queridos; profissionalismo e competência de médicos maravilhosos. E pude me sentir fazendo parte de uma corrente de fé, amor verdadeiro e união tão grande, impossível de mensurar. Por tudo isso, eu sou eternamente grata.

Eu revivi, questionei, repensei muitas passagens da minha vida. E tive ainda mais certeza de que nada que acontece em nossa vida é em vão. Toda a nossa existência é feita de momentos. Bons ou ruins, cabe a nós vivê-los da melhor maneira possível. Isso também passa… passou!
Fazem dois anos que terminei o tratamento. As consultas periódicas e exames de controle continuam. Além do cuidado com a saúde.

A mensagem que eu gostaria de deixar para quem está passando por esta fase, pode parecer clichê, mas confie, o fardo nunca é maior do que podemos carregar. É uma grande batalha, sim. Mas a fé move montanhas.
E para todos, cuidem da saúde, da alimentação. Busque praticar um exercício físico, e exercite a sua mente também. Conheça e preste atenção no seu corpo. Se perceber alguma alteração, busque orientação médica.

Chá de Graviola:
Alguns estudos comprovam os benefícios e utilização da graviola. Vale lembrar que, se o oncologista aprovar, não faz
mal beber o chá e, quem sabe, ter novidades positivas.

Ingredientes:
🔹3 a 4 folhas de graviola (secas ou verdes)
🔹1 litro de agua quente
🔹Caso queira adoçar: Mel a gosto
Ferva a água e deposite em um recipiente de vidro com as folhas, abafando para que fique em infusão por quinze minutos. Passando esse tempo, coe espere esfriar e beba. Se preferir, adoce com uma colher rasa de chá de mel.

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Gisele e Brahma

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Em memória José – Fotógrafo: Rafael Merisse.

Se você passou ou está passando por este momento e queira trocar ideias, entre em contato:
Gisele Zanin: giselezanin@hotmail.com

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2 Comments

  • Reply
    Vanessa
    18 de dezembro de 2016 at 09:48

    Linda homenagem!!!

    • Reply
      Jeane
      21 de dezembro de 2016 at 10:50

      fico feliz que tenha gostado Vane :*

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