Dicas

Dicas para melhorar a sua autoestima

Ilustração de: Flávio Wetten
Texto por: Marisa Richartz Felicio – Psicóloga (CRP 08/15002)

Como prometido, hoje volto para falar um pouco mais sobre autoestima.
No último texto, AQUI, propus uma reflexão para avaliar como anda esse seu sentimento. Esse o primeiro passo para verificar se você está enfrentando um problema nessa área. Caso você tenha se identificado com o que eu escrevi no último texto, o assunto de hoje é para você! O objetivo é dar dicas sobre como melhorar a autoestima.

A primeira dica é cuidar da aparência! O que vale aqui é se arrumar de uma forma que você goste. Estar com roupas que te agradam e com o cabelo do jeito que você gosta faz com que você se sinta bem. A ideia não é seguir um padrão da moda, mas sim fazer coisas que façam com que você se veja de uma forma positiva. Quando a gente está arrumada, certamente, nos escondemos menos, sentimos coisas melhores ao olhar no espelho e somos mais notados. Isso dá uma ajudinha em sentir-se bem, afinal de contas, quem não gosta de ser elogiado? Mas, atenção, o objetivo não é ficar refém da boa aparência e se preocupar em excesso com isso! Para que isso não aconteça, você deve, também, cuidar dos seus relacionamentos afetivos. Essa é a minha segunda dica!

Existe uma relação forte entre autoestima e vínculos afetivos. Quando temos relacionamentos com boa qualidade isso afeta diretamente o valor que sentimos que temos. Nossa autoestima melhora a medida que nos sentimos valorizado pelas pessoas e por isso, estar em relacionamentos em que isso acontece é essencial. Não adianta cuidarmos apenas da aparência se a vida afetiva não estiver boa. Investir apenas em uma boa aparência não desenvolve autoestima. Relacionamentos de qualidade são essências para o desenvolvimento de uma boa autoestima. Os vínculos afetivos tem uma boa qualidade quando:

a) Sentimos liberdade para falar e fazer o que gostamos e achamos importante. Isso não quer dizer que deixamos de nos importar com outro, mas sim, que sentimos que não seremos incompreendidos ou punidos se formos do jeito que somos.

b) Sentimos que somos amados e acolhidos independente de falhas ou desempenhos que deixam a desejar para o outro. O importante aqui é não precisar fazer nada em especial para ser notado e valorizado e poder ser simplesmente do jeito que é, com defeitos e erros, para ser acolhido. Quando precisamos agir de determinada forma, como um desempenho bom por exemplo, para sermos elogiados isso quer dizer que estamos trocando um bom comportando por valorização e isso não desenvolve autoestima boa.

c) Sentimos que o outro tem interesse em saber sobre nossos sentimentos e faz coisas para nos agradar, mesmo que isso signifique fazer algo que não é tão legal para ele.

Notem que mesmo que desenvolver uma boa autoestima dependa de bons relacionamentos, isso não quer dizer que estamos à mercê das pessoas o tempo todo. Precisamos delas sim, mas isso é natural e humano, e não quer dizer que não somos donos das nossas próprias ações. Nós podemos, a partir da forma como agimos com o outro, selecionar pessoas e relacionamentos com padrões afetivos de boa qualidade.

Temos, sim, muito poder em nossas mãos para mudar! Vamos lá! Uma ótima reflexão a todos!

Psicológa – Marisa Richartz Felicio
Atendimento personalizado no consultório em Curitiba/PR.
Orientações psicológicas online por meio do Skype.
Saiba mais: contato@psicologamarisa.com.br www.psicologamarisa.com.br (CRP 08/15002) Especialista em Terapia Comportamental Mestre em Análise do Comportamento
Telefones: (41) 9 9975-0117 (41) 3205-4964

 

 

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