Dicas

Como tolerar as frustrações?

Pela Psicológa: Marisa Richartz Felicio

Kitutes sem lactose é um nome que já nos diz muito: comer com restrição. Fiquei imaginado pedaços da vida de uma pessoa que não pode comer nada que contém leite. Ir a um restaurante e ficar sem opção de pedido ou, então, não poder compartilhar o prato com os colegas porque as escolhas deles contém lactose. Ver todos seus colegas comendo um super chocolate e não poder tirar uma casquinha. Deixar de comer aquele estrogonofe da sua avó porque você vai passar mal. Comer um prato que, segundo o garçom, não contém leite, e ter que ir ao banheiro fora de casa! Todas essas situações podem vir acompanhadas de um intenso sentimento de frustração.

A frustração é um sentimento que ocorre quando queremos muito algo e não podemos ter acesso. O nosso dia a dia é cheio delas: acordar cedo depois de uma noite mal dormida; ter que estudar para uma prova no final de semana; se dedicar muito a um projeto no trabalho e não ser devidamente reconhecido; não poder comer o que deseja. Se uma pessoa com restrição come algo que está com muita vontade e contem um ingrediente que não tolera, provavelmente sofrerá consequências em médio e longo prazo. Num primeiro momento, sentirá o prazer de ter feito o que queria, porém problemas digestivos poderão aparece depois. Aqui vale a reflexão: será que compensa passar pelo mal estar? Será que conseguimos ignorar os problemas que ocorrem se consumirmos o alimento? Para cada situação existirá uma melhor resposta e é preciso avaliar com cautela todas as variáveis que envolvem a decisão. Comer um pão de queijo no café da manhã e passar mal no trabalho ou em casa é diferente de jantar em um casamento e não conseguir aproveitar a festa.

Aprender a tolerar as frustrações é um aprendizado valioso que nos ajuda nos desafios do cotidiano! Não temos controle sobre os eventos que acontecem na nossa vida, principalmente, aqueles que são adversos e muitas vezes, compreender nossas alternativas viáveis é a solução! Para aprender a tolerar precisamos, por mais chato que seja passar pelas situações adversas. Com o tempo, nos habituamos com a condição e ela torna-se mais amena. Juntamente com isso, novas habilidades podem ser apreendidas e um novo contexto prazeroso pode ser criado. Aqui vão duas dicas:

1) Desenvolver autocontrole: Tudo que fazemos produzem consequências em curto e em longo prazo e conhecer essas consequências e ficar mais atenta àquela que é mais relevante e favorável para você ajuda no autocontrole. Por exemplo, acordar cedo em curto prazo é chato, mas em longo prazo faz você chegar na hora aos compromissos profissionais e garantir uma condição de trabalho melhor. Não conseguimos controlar mentalmente a vontade de fazer as coisas, mas é possível organizar o ambiente para que ele te ajude a fazer o que será melhor. Uma pessoa com dificuldades de acordar cedo, por exemplo, pode colocar o despertador para acordar longe da cama para que não possa ficar apertando o botão soneca. Isso diminui as chances dela perder a hora. Outro exemplo é uma pessoa com restrição alimentar que, ao ir a um evento que não irá ter a comida que pode consumir, pode se alimentar antes do compromisso. Autocontrole envolve planejamento e organização.

2) Colocar a criatividade em prática: Quando as coisas não saem da forma como gostaríamos, um pouco de criatividade nos ajuda a encontrar boas soluções. Explorar outros alimentos, formas de cozinhar e novos restaurantes podem trazer surpresas prazerosas. Com certeza existirá alimentos que você pode consumir e apreciar!

Comer com restrição com certeza não é legal, porém, existem alternativas para a situação. Elas podem ser um pouco diferentes do que gostaríamos, mas há como viver bem e feliz! No final das contas, o ditado “Se a vida te der limões, faça uma limonada” é valioso e pode ser muito bem aplicado!

Espero que tenham gostado e até o próximo post  😘

 

 

 

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Psicológa – Marisa Richartz Felicio

Atendimento personalisado no consultório em Curitiba/PR. Orientações psicológicas online por meio do Skype. Saiba mais: contato@psicologamarisa.com.br
www.psicologamarisa.com.br
(CRP 08/15002)
Especialista em Terapia Comportamental
Mestre em Análise do Comportamento
(41) 9975-0117
(41) 3205-4964

 

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